Publicado em 14 de julho de 2026
A AISAPH-CV e a Universidade de Santiago formalizaram uma parceria nas áreas da formação, investigação, socorrismo e atendimento pré-hospitalar, que dá aos formandos acesso a metodologias usadas no Brasil e na Argentina.
A AISAPH-CV e a Universidade de Santiago (US) assinaram um protocolo de cooperação para desenvolver em conjunto ações de formação, investigação científica, socorrismo e atendimento pré-hospitalar. O acordo dá forma oficial a uma colaboração que as duas instituições já mantinham na prática.
Os primeiros minutos fazem a diferença
Para o presidente da AISAPH-CV, Yancey Heredia, a parceria é um passo para trazer a Cabo Verde um modelo de ensino centrado nos primeiros minutos após uma emergência, o período em que a intervenção mais pesa na sobrevivência das vítimas.
Segundo o responsável, os profissionais de saúde formados no país estão preparados sobretudo para trabalhar em hospitais, clínicas e centros de saúde, havendo ainda poucos especializados no contexto pré-hospitalar. O objetivo é criar competências que garantam a continuidade dos cuidados desde o local da ocorrência até à chegada à unidade de saúde.
Metodologia com experiência internacional
No âmbito do protocolo, os formandos terão acesso à metodologia do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), do Brasil, e do Instituto Colbert, da Argentina, instituições com mais de 40 anos de experiência na resposta a emergências. A formação permitirá ainda integrar os programas de internacionalização destas entidades e obter reconhecimento nos respetivos países.
Atualmente, a AISAPH-CV oferece formação em 21 áreas ligadas à emergência, desde ações de uma hora a programas de especialização com a duração de um ano, e prepara também equipas para a resposta a situações de catástrofe.
Formação para a comunidade académica
Do lado da Universidade de Santiago, a chefe do Departamento de Ciência, Saúde, Ambiente e Tecnologia, Marcelia Fernandes, explicou que o protocolo se vai traduzir em ações de formação contínua para a comunidade académica, em especial para os estudantes.
A responsável lembrou que, fora dos profissionais de saúde, dos bombeiros e da Proteção Civil, a maior parte da população não tem preparação para agir numa emergência. "O objetivo é capacitar as pessoas para conseguirem salvar vidas", sublinhou.
A implementação do protocolo arranca de imediato.
A AISAPH-CV agradece à Universidade de Santiago a confiança e a parceria.